segunda-feira, 14 de julho de 2008

VISITA AO VALE HISTÓRICO - UMA VOLTA AO PASSADO

Recentemente retornei a uma cidade que já havia visitado há quatro anos – Bananal.
Cidade paulista que fica situada próxima ao estado do Rio de Janeiro e está incluída no circuito turístico do vale histórico. A rota que está sendo revitalizada e que era usada na época do império, para o escoamento do ouro desde São Paulo e Minas Gerais até o porto de Paraty.
A situação geográfica nesse meu artigo, não é de muita relevância diante do depoimento que quero fazer.
Mas vamos a algumas rápidas informações.
A cidade de fato é muito acolhedora, com uma população de pouco mais de dez mil habitantes e um clima bem frio no período do inverno. A arquitetura dos prédios remonta à época do império, e cada lugar é mais acolhedor que outro. Fica situada aos pés da serra da Bocaina, outra das belezas de nosso país.
Chegando à cidade, a primeira coisa que me chamou a atenção foi a conservação de seus prédios, desde aqueles pertencentes aos órgãos públicos, bem como as casas residenciais. O solar que pertenceu á família Aguiar Valim, está sendo recuperado e com o empenho da população da cidade. O que mais me impressionou, é que há quatro anos atrás vi as obras sendo lentamente executadas e hoje, para minha surpresa, já há uma condição para visitação, com a parte superior já bem estruturada e que em breve abrigará um centro cultural. Isto é o resultado do empenho de um povo que procura preservar os valores de sua terra, não perdendo a identificação.
Igual exemplo se vê através da preservação de suas igrejas e mais, da Pharmacia Popular, sim, escrita ainda com PH pois monta de 1830, fundada por um francês , tendo pertencido ao Farmacêutico Ernani Graça e hoje administrada por seu filho o Sr. Plínio. E uma das poucas farmácias antigas brasileiras, ainda em atividade, e que também conserva utensílios e equipamentos utilizados pelos farmacêuticos através dos séculos. Funciona como um museu aberto a visitação.
Um capítulo à parte, as fazendas que ficam naquela região. Representavam uma riqueza ímpar na época do café, chegando a cunhar sua própria moeda. Não podemos deixar de mencionar que essa agricultura era impulsionada pela presença dos escravos que, tratados muitas vezes de modo desumano, como nos conta a história, deixou seu legado através dos tempos. Não fora essa mão de obra, provavelmente, toda a riqueza de uma época não teria sido explorada como foi. E hoje em dia, com justiça, fala- se dessa casta sempre enaltecendo seu trabalho e o que de fato ela representara em nossa história, de quem adquirimos tantos costumes e crenças. Verdadeiros heróis dentro da minha concepção, por tudo que sofreram e que produziram.
Na Fazenda Bananal, de amigos que sempre nos recebem muito bem na cidade(Guga e Beth), voltamos um pouco ao tempo da escravidão ao ouvirmos os “causos” que nos são contados sobre aquela época, bem como ao visitarmos cômodos da fazenda conservados até hoje, inclusive com seu mobiliário de época.
Mas como riqueza maior é seu povo, gente hospitaleira, simpática e que sempre está interessada em atender aos nossos pedidos, procurando nos contar a história da cidade e seu progresso, como foi o caso do Sr. Fernando do Centro Cultural que até me presenteou com livro e revista .
Houve uma empatia tal de minha parte que até fiquei pensando se não teria sido ali que os grandes Chico, Garoto e Vinicius compuseram a música Gente Humilde, em seus versos “.........são casas simples com cadeiras na calçada, e na fachada escrito em cima que é um lar! pela varanda flores simples e baldias como a alegria de não ter como lutar......”
Ai...ai.....vida tranqüila!
Viagem linda também se faz à Bocaina, serra há 2000 m de altitude, com um visual incrível, um clima muito gostoso e sua gastronomia que tem como carro chefe a truta criada na região. Um turismo aventura, como chamamos, pois a subida desde a cidade de Bananal é íngreme por uma estrada estreita e cheia de curvas, mas não há nada mais excitante . E assim vemos como há tantos lugares maravilhosos em nosso país que, se preservados, são verdadeiras riquezas.
Sem dúvida excelentes passeios!

Adorei o passeio. Beijos Elbia

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Quanta criatividade!

Imaginem que estive em S.Paulo por esses dias e passei em frente ao magnifico prédio da Daslu. Fiquei então pensando como eu poderia entrar alí, que trajes usar, que dinheiro levar na bolsa, mas de repente achei que aquilo ali não me dizia nada Afinal, se eu quero glamour pego esse dinheiro e vou para N.York (que luxo heim?)E deixei prá lá. Mas eis que me deparo com um e-mail muito engraçado e porque não dizer até coerente... repasso para meus leitores.

Um cearense na Daslu...Pense na marmota!
Por Denis Cavalcante

Sempre tive vontade de conhecer essa tal de Daslu. Já que estava em SãoPaulo, por que não ir?
Ainda mais depois que me disseram que lá não existe nenhuma peça que custe menos de três dígitos, resolvi dar uma de SãoTomé e ver para crer.
A entrada já foi um problema. O segurança perguntou pelo meu carro - ou motorista.
Quem já foi sabe muito bem: na Daslu - acreditem - não se entra a pé, somente motorizado. Fingi que não era comigo e entrei.
Fui recepcionado por uma loira escultural com sorriso de anúncio de dentifrício, uma sósia escrita e escarrada da Ana Hickman - com direito a 1m30 de pernas, chapinha no cabelo, olho azul e muito mais.
'Where are you from?'. 'Quixeramobim'.
'I beg your pardon! Tava na cara que eu não era paulistano. Mas daí a me confundir com gringo, já é demais. Eu lá tenho cara de estrangeiro!
Como um cão sabujo, onde eu ia, ela ia atrás. Dos milhares de itens que admirei boquiaberto, um em particular me encantou.
Uma bolsa tiracolo Prada pra lá de maneira que imaginei que coubesse no meu orçamento.
Ressabiado, indaguei o preço. 'Nove, apenas nove. E o senhor pode dividir de três vezes no cartão'. 'Nove o quê?' 'Nove mil...'' Arre Égua!'
A pequena ficou tão assustada com minha reação que cheguei a pensar que fosse chamar os seguranças.
Mas não. Acho que ela sacou que daquele mato não sairia cachorro, no máximo um carrapato. Fechou a cara, deu meia-volta e sumiu.
Já que estava na chuva, resolvi me molhar. Entrei num salão onde só tinha Armani.
Como já estava enturmado, perguntei o preço de um 'vestidinho' de festa. Adivinhem? 100.000 pilas.
Tu és doido! Uma estola de zibelina? 60.000. Fico imaginando quantos bichinhos foram sacrificados para esquentar o lombo de uma madame.
Um blaser Ermenegildo Zegna (isso lá é nome de grife?), 13.000. Um óculos Gucci, 4.500. Uma cuequinha básica do Valentino, 260.
Com direito a ouvir essa pérola do vendedor: 'Leve logo meia dúzia, tá na promoção!'. Imaginem quanto ela custav antes.
Na adega climatizada não foi diferente. Um Romaneé-Conti, safra 2000 -aquele do Lula - estava por módicos 8.000 reais.
Uma garrafa de Johnnie Walker Blue, envelhecida 80 anos - uma das raras existentes no planeta, 55.000.
Fiz as contas e verifiquei que no final saí no lucro. 'Charlei', vi gente famosa, coisas bonitas, tomei mineral Badoit, capuccino, Prosecco, champanhe Taittinger, fartei-me de canapés,fois gras, blinis com caviar (não era Beluga). Sou duro, mas sei o que é bom. Até confit de canard tracei.
De quebra, profiteroles e apetitosos bombons trufados. As horas passaram voando.
Minha acompanhante finalmente apareceu e perguntou:'Vamos almoçar?''Almoço? Estou almoçado e jantado!'
Depois de conhecer quase tudo descobri que a Daslu é uma espécie de zoológico sem grades.
Só que os bichos somos nós. Eu e você
Acabado, me esparramei num confortável sofá. Enquanto esperava o resto da turma chegar, abri um livro e relaxei.
Mal virei a segunda página, dois novos ricos falando alto, com mais sacolas do que mãos, sentaram ao meu lado esnobando:'Amanhã vamos para o nosso haras em Catanduva. O réveillon será no Guarujá'.
Me deu uma raiva.. Peguei meu celular e resolvi mentir um pouco: 'Fulano, não encontrei nenhum 'Summer' para o réveillon.
Abastece ojatinho. Partimos amanhã cedo para Paris. Essa Daslu tá um lixo!'
A cara que os dois fizeram, não tem preço.

DIA DE ANIVERSÁRIO

Aries: Ser mulher do signo de áries não é coisa muito fácil. Por melhor mãe, esposa devotada, ou muito feminina, ela tem necessidade de desafios e projetos que a estimulem para uma meta a alcançar. São naturalmente dotadas para postos executivos e de comando por sua energia, correção e convicção, o que lhe dão carisma e autoridade. Vejam só onde eu fui parar!. Pois é, nasci no dia 19 de abril de um ano qualquer, mesmo dia do ex-Presidente Getulio Vargas, do cantor Roberto Carlos, dia do Índio, dia do Exército Brasileiro e por aí vai. Mas sou daquelas que não gostam de festejar a data, corro mesmo das manifestações e prefiro até que as pessoas só me cumprimentem passado esse dia. Coisa bem Freudiana. Havia, inclusive, uma amiga no trabalho que deixava sobre minha mesa um bilhete "Feliz dia do Índio"...pois sabia do meu pavor às manifestações, aquelas em que os colegas faziam uma cota para comprar a torta e as flores para ofertar ao final do dia de trabalho...e eu sumia mesmo!(Que mal educada, não?)Mas eis que, de uns tempos para cá, eu tenho conseguido aturar as surpresas que alguns amigos me têm feito exatamente na data do aniversário. E estou até sem entender muito essa minha mudança, mesmo sem terapia alguma. E este ano não foi diferente. Só que, como no dia 19 eu estava viajando,e quando voltei prepararam um big almoço na sede da Anaphab e ao me deparar com aquilo eu levei aquele susto, mas já era tarde...tive que relaxar mesmo. Mesa arrumada com toalha de renda, vinho para acompanhar o excelente bacalhau feito pela querida amiga Marilene, torta feita por outra querida amiga Dilma, o empenho de outras amigas para enfeitar a sala e me trazerem presentes e, acompanhando um lindo bouquet de flores um cartão que dizia o seguinte: "Mulheres Guerreiras como você são difíceis de se encontrar. Você, Elbia, desde o início, demonstrou sua garra em lutar pelo direito dos nossos associados; mas também, continua nos supreendendo a cada dia. Obrigada por dividir uma parte do seu tempo conosco. Os melhores Votos de um Feliz Aniversário, nós te desejamos em nome da Anaphab."Gente, foi demais, ter amigos assim em uma cidade que me adotou é um tesouro mesmo. Por isto fiz questão de registrar o evento aqui, para que todos saibam o quanto sou agradecida por atitudes de amizades como essa. Obrigada meus amores. Beijos Elbia
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